š¤ Ā Para quem pode criar automaƧƵes no pipe
š Ā Planos pagos, e depende de liberação por organização; veja a primeira seção
šÆ Ā Para quem quer que os AI Agents do Pipefy alcancem ferramentas externas durante a execução do processo
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Quando um AI Agent no Pipefy precisa buscar dados em uma planilha, consultar um registro no CRM ou avisar alguém em uma ferramenta de mensageria durante a execução do processo, ele usa o MCP Client. à a ponte entre o agente e as ferramentas externas que jÔ fazem parte da sua operação.
Ao terminar este artigo, você vai saber configurar essa conexão no seu pipe, usÔ-la em um behavior e acompanhar o que acontece em cada execução.
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š Ā O que vocĆŖ vai encontrar aqui:
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Primeiro: confirme que a sua organização tem acesso
A camada de automações avançadas que sustenta o MCP Client é liberada por organização, nunca por pipe. Isso significa que a seção de configuração aparece na interface somente se a organização tiver a funcionalidade habilitada.
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Se você seguir os passos deste artigo e simplesmente não encontrar a aba descrita, o motivo mais provÔvel não é erro seu: é a organização não ter a liberação. Nesse caso, o caminho é falar com quem administra a organização no Pipefy.
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Onde procurar: a configuração fica em uma aba chamada MCP, ao lado de Agentes de IA, Logs e Templates. No lançamento ela aparece com o selo Novo.
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MCP Client e MCP Server: reforƧo rƔpido
Se você veio do primeiro artigo da série, jÔ conhece essa distinção. Vale ter aqui como referência antes de entrar na configuração:
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| Ā | MCP Server | MCP Client |
|---|---|---|
| Direção do fluxo | IA externa para Pipefy | Pipefy para ferramenta externa |
| O que faz | ExpƵe os processos do Pipefy para que um assistente de IA externo (Claude Code, Claude Desktop, Cursor, Codex) possa executƔ-los em linguagem natural | Permite que um AI Agent dentro do Pipefy acesse ferramentas externas (planilhas, CRM, mensageria) como parte de um behavior |
| Quem configura | O próprio usuÔrio conecta o assistente com a sua conta Pipefy, via OAuth. Para uso desassistido (scripts, CI/CD), um Super Admin provisiona uma Service Account em Admin > Service Accounts | Quem pode criar automações no pipe autentica os apps e seleciona quais ferramentas o agente pode usar |
| Disponibilidade | Depende apenas da conta autenticada e da sua membership nos pipes | Liberada por organização |
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Este artigo cobre o MCP Client. Para conectar um assistente de IA externo ao Pipefy, veja "Como configurar o Pipefy AI Toolkit no seu assistente de IA".
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O que o MCP Client torna possĆvel
O MCP Client dĆ” ao AI Agent acesso a tools externas dentro do próprio behavior. O mecanismo Ć© direto: vocĆŖ conecta o pipe a um servidor MCP externo, informando a URL dele e uma credencial. As tools que aquele servidor expƵe passam a estar disponĆveis para os agentes daquele pipe, e o resultado de cada chamada fica registrado nos logs de execução.
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A interface usa a palavra tools, não ferramentas. Este artigo acompanha o vocabulÔrio da tela quando se refere a elementos que o leitor vai ver.
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Exemplos do que um AI Agent consegue fazer com o MCP Client configurado:
- Ler o histórico de um registro no CRM antes de tomar uma decisão no processo
- Atualizar uma planilha com dados gerados durante a execução do card
- Enviar uma notificação em uma ferramenta de mensageria quando um card chega em determinada fase
- Criar um registro em um sistema externo como parte de um fluxo de aprovação
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Existem dois caminhos para dar tools a um agente. O primeiro é o catÔlogo de apps jÔ integrados ao Pipefy, que cobre ferramentas de produtividade, CRM e mensageria. O segundo é conectar um servidor MCP externo pela URL, que é o caminho para qualquer serviço que publique o próprio servidor MCP e não esteja no catÔlogo.
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Este artigo detalha o segundo caminho, a conexão por URL, porque é o que o MCP Client acrescenta. Se o serviço que você quer alcançar jÔ estÔ no catÔlogo, o caminho é mais curto e não exige a URL de um servidor.
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Por que a conexão é configurada pipe por pipe
Cada pipe tem o seu próprio espaço de automações avançadas. Os fluxos, as conexões e a disponibilidade de ferramentas são escopados a esse espaço, portanto ao pipe.
Vale saber de onde essas conexões vêm: elas não são um repositório novo. São as mesmas conexões que as automações avançadas daquele pipe jÔ usam. Se o seu pipe jÔ tem uma conexão autenticada para uma planilha ou para o CRM, o agente alcança aquela mesma conexão, sem autenticar de novo.
Existe uma nuance que explica o desenho: um fluxo pode orquestrar trabalho que atravessa vĆ”rios pipes, mas ele mora em, e Ć© visĆvel apenas a partir de, exatamente um pipe. Ć por isso que a configuração acontece no pipe e nĆ£o na organização.
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Consequência prÔtica: se o mesmo app precisa ser alcançado por agentes de três pipes diferentes, a autenticação é feita nos três. Não existe conexão compartilhada entre pipes.
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Quem configura o quĆŖ
A configuração tem dois nĆveis com responsabilidades distintas:
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| Quem | O que configura | Onde |
|---|---|---|
| Quem administra a organização | Habilita a funcionalidade para a organização | Configurações da organização |
| Quem pode criar automações no pipe | Registra o servidor MCP externo, dÔ um nome à conexão e define o método de autenticação | Aba MCP, ao lado de Agentes de IA, Logs e Templates |
| Quem pode criar automaƧƵes no pipe | Adiciona a ação de ferramenta MCP nos behaviors dos AI Agents e mapeia entradas e saĆdas | Tela do AI Agent, na aba de behaviors |
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O critério aqui é "poder criar automações no pipe", e não um cargo. Isso é verificÔvel: se você consegue criar uma automação nesse pipe, você consegue configurar a conexão MCP dele. Se não consegue, é essa a permissão que falta.
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Passo 1: configurar a conexão no pipe
A conexĆ£o Ć© configurada no nĆvel do pipe, antes de qualquer agente. Ć aqui que os servidores MCP externos sĆ£o registrados e autenticados, tornando as tools deles disponĆveis para os agentes daquele pipe.
- Abra o pipe, vƔ atƩ a Ɣrea de Agentes de IA e clique na aba MCP.
- Clique em Adicionar conexƵes. Abre a janela Conectar ao servidor MCP.
- Em URL do servidor, informe o endereço do servidor MCP que você quer alcançar.
- Em Nome, dê um nome que identifique a conexão para quem for usÔ-la depois.
- Em Autenticação, escolha o método. São três: Sem autenticação, Token de acesso / Chave da API, e Cabeçalhos personalizados. Se escolher token ou chave, cole a credencial no campo que aparece.
- Clique em Conectar.
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Como escolher o método de autenticação: Token de acesso / Chave da API atende a maioria dos casos, porque é o que os servidores MCP normalmente pedem. Cabeçalhos personalizados serve para servidores que exigem cabeçalhos próprios além de um token. Sem autenticação existe porque alguns servidores MCP são públicos e não pedem credencial.
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A opção Sem autenticação é justamente onde o aviso da tela pesa mais. Sem credencial, não hÔ nada limitando o alcance daquele servidor além da confiança que você deposita nele. Vale reservÔ-la para servidores públicos de serviços que a sua empresa jÔ reconhece.
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A própria tela avisa para conectar apenas a servidores MCP confiÔveis, e o alerta merece atenção. Um servidor MCP externo passa a expor tools que os seus agentes vão executar dentro do processo. Conecte só serviços que a sua empresa jÔ usa e reconhece.
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Depois da autenticação, as credenciais ficam mascaradas na interface. AlterÔ-las exige habilidade de admin no pipe, então quem apenas usa as ferramentas em um behavior não consegue trocar a credencial por baixo.
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A conexão é escopada ao pipe: a janela diz que ela serve para que os agentes neste pipe possam usar as tools daquele servidor. Se o mesmo servidor precisa ser alcançado por agentes de três pipes, a conexão é criada nos três.
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Uma nuance de governanƧa que vale entender: o que o agente alcanƧa por aqui nĆ£o excede o que uma pessoa com permissĆ£o de automação naquele pipe jĆ” consegue fazer manualmente na interface. SĆ£o superfĆcies diferentes sobre a mesma permissĆ£o, e o controle sobre o agente nĆ£o Ć© o controle sobre o administrador.
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Passo 2: usar a ferramenta em um behavior
Com a conexão configurada no pipe, você pode usar essas ferramentas em qualquer behavior dos AI Agents daquele pipe.
- Abra o AI Agent do pipe e acesse a aba de behaviors.
- Selecione o behavior onde a ferramenta vai ser usada, ou crie um novo.
- Adicione a ação de ferramenta MCP dentro do behavior.
- Escolha o servidor MCP configurado no pipe e a ferramenta especĆfica.
- Mapeie as entradas, ou seja, quais campos do card alimentam a chamada, e as saĆdas, ou seja, onde o resultado Ć© armazenado.
- Salve e teste a execução.
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VocĆŖ pode testar a ferramenta na própria tela de configuração do behavior, antes de ativar o agente. Isso permite verificar o mapeamento de entradas e saĆdas sem precisar criar um card de teste.
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Sobre consumo: cada chamada a uma ferramenta MCP conta como uma ação de agente, a mesma unidade que as outras ações do agente jÔ usam. Vale considerar isso ao desenhar um behavior que chama vÔrias ferramentas em sequência.
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Como acompanhar as execuƧƵes
Cada execução de uma ação MCP fica registrada nos logs do AI Agent. Você vê qual ferramenta foi chamada, com quais entradas, o que ela retornou e quanto tempo levou.
Para acessar: abra o AI Agent, vÔ até a seção de logs e selecione a execução que quer inspecionar. Cada passo do behavior aparece detalhado, incluindo as chamadas às ferramentas externas.
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Quando a chamada falha
Mapear entradas e saĆdas de uma ferramenta externa Ć© exatamente onde as coisas quebram, e vale saber onde procurar. Um detalhe importante: as mensagens de erro de validação vĆŖm literalmente do app externo, nĆ£o do Pipefy. Isso muda onde vocĆŖ vai buscar a solução, porque a mensagem usa o vocabulĆ”rio daquele app.
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| Sintoma | Onde olhar e o que costuma ser |
|---|---|
| A ferramenta recusa a chamada com mensagem sobre tipo de dado | Nos logs de execução, na entrada mapeada. O app externo valida os argumentos contra o próprio esquema, então um campo de texto do card enviado para um parâmetro numérico é recusado por ele, com o texto dele. |
| A chamada falha por autenticação | Na conexão configurada no pipe. Credencial expirada ou revogada no app externo. Reautentique a conexão; o agente não faz isso sozinho. |
| A ferramenta que funcionava não aparece mais | Na conexão. O servidor MCP externo pode ter deixado de expor aquela tool, ou ela mudou de nome. Confira na documentação do serviço e, se necessÔrio, ajuste a ação no behavior. |
| O behavior executa mas a saĆda nĆ£o chega ao card | No mapeamento de saĆda. A chamada pode ter funcionado e o resultado nĆ£o ter destino configurado no card. |
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Antes de avançar, confirme que você:
āĀ Confirmou que a organização tem a funcionalidade liberada
āĀ Entende a diferenƧa entre MCP Server e MCP Client, e qual dos dois resolve o seu caso
āĀ Registrou o servidor MCP externo com URL, nome e mĆ©todo de autenticação
āĀ Testou a chamada na tela do behavior antes de ativar o agente
āĀ Conferiu nos logs que a execução ocorreu como esperado
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Próximo passo na série
Para comeƧar a operar o Pipefy pelo assistente, veja "Seus primeiros comandos: operando o Pipefy em linguagem natural".


