Skip to main content

Como configurar o MCP Client no Pipefy

  • July 30, 2026
  • 0 replies
  • 13 views
vinicius.pereira
Community Manager

šŸ‘¤ Ā Para quem pode criar automaƧƵes no pipe
šŸ” Ā Planos pagos, e depende de liberação por organização; veja a primeira seção
šŸŽÆ Ā Para quem quer que os AI Agents do Pipefy alcancem ferramentas externas durante a execução do processo

Ā 

Ā 

Quando um AI Agent no Pipefy precisa buscar dados em uma planilha, consultar um registro no CRM ou avisar alguĆ©m em uma ferramenta de mensageria durante a execução do processo, ele usa o MCP Client. Ɖ a ponte entre o agente e as ferramentas externas que jĆ” fazem parte da sua operação.

Ao terminar este artigo, você vai saber configurar essa conexão no seu pipe, usÔ-la em um behavior e acompanhar o que acontece em cada execução.

Ā 

šŸ“– Ā O que vocĆŖ vai encontrar aqui:

Ā 

Primeiro: confirme que a sua organização tem acesso

A camada de automações avançadas que sustenta o MCP Client é liberada por organização, nunca por pipe. Isso significa que a seção de configuração aparece na interface somente se a organização tiver a funcionalidade habilitada.

Ā 

Se você seguir os passos deste artigo e simplesmente não encontrar a aba descrita, o motivo mais provÔvel não é erro seu: é a organização não ter a liberação. Nesse caso, o caminho é falar com quem administra a organização no Pipefy.

Ā 

Onde procurar: a configuração fica em uma aba chamada MCP, ao lado de Agentes de IA, Logs e Templates. No lançamento ela aparece com o selo Novo.

Ā 

MCP Client e MCP Server: reforƧo rƔpido

Se você veio do primeiro artigo da série, jÔ conhece essa distinção. Vale ter aqui como referência antes de entrar na configuração:

Ā 

Ā 

MCP Server

MCP Client

Direção do fluxo

IA externa para Pipefy

Pipefy para ferramenta externa

O que faz

ExpƵe os processos do Pipefy para que um assistente de IA externo (Claude Code, Claude Desktop, Cursor, Codex) possa executƔ-los em linguagem natural

Permite que um AI Agent dentro do Pipefy acesse ferramentas externas (planilhas, CRM, mensageria) como parte de um behavior

Quem configura

O próprio usuÔrio conecta o assistente com a sua conta Pipefy, via OAuth. Para uso desassistido (scripts, CI/CD), um Super Admin provisiona uma Service Account em Admin > Service Accounts

Quem pode criar automaƧƵes no pipe autentica os apps e seleciona quais ferramentas o agente pode usar

Disponibilidade

Depende apenas da conta autenticada e da sua membership nos pipes

Liberada por organização

Ā 

Este artigo cobre o MCP Client. Para conectar um assistente de IA externo ao Pipefy, veja "Como configurar o Pipefy AI Toolkit no seu assistente de IA".

Ā 

O que o MCP Client torna possĆ­vel

O MCP Client dÔ ao AI Agent acesso a tools externas dentro do próprio behavior. O mecanismo é direto: você conecta o pipe a um servidor MCP externo, informando a URL dele e uma credencial. As tools que aquele servidor expõe passam a estar disponíveis para os agentes daquele pipe, e o resultado de cada chamada fica registrado nos logs de execução.

Ā 

A interface usa a palavra tools, não ferramentas. Este artigo acompanha o vocabulÔrio da tela quando se refere a elementos que o leitor vai ver.

Ā 

Exemplos do que um AI Agent consegue fazer com o MCP Client configurado:

  • Ler o histórico de um registro no CRM antes de tomar uma decisĆ£o no processo
  • Atualizar uma planilha com dados gerados durante a execução do card
  • Enviar uma notificação em uma ferramenta de mensageria quando um card chega em determinada fase
  • Criar um registro em um sistema externo como parte de um fluxo de aprovação

Ā 

Existem dois caminhos para dar tools a um agente. O primeiro é o catÔlogo de apps jÔ integrados ao Pipefy, que cobre ferramentas de produtividade, CRM e mensageria. O segundo é conectar um servidor MCP externo pela URL, que é o caminho para qualquer serviço que publique o próprio servidor MCP e não esteja no catÔlogo.

Ā 

Este artigo detalha o segundo caminho, a conexão por URL, porque é o que o MCP Client acrescenta. Se o serviço que você quer alcançar jÔ estÔ no catÔlogo, o caminho é mais curto e não exige a URL de um servidor.

Ā 

Por que a conexão é configurada pipe por pipe

Cada pipe tem o seu próprio espaço de automações avançadas. Os fluxos, as conexões e a disponibilidade de ferramentas são escopados a esse espaço, portanto ao pipe.

Vale saber de onde essas conexões vêm: elas não são um repositório novo. São as mesmas conexões que as automações avançadas daquele pipe jÔ usam. Se o seu pipe jÔ tem uma conexão autenticada para uma planilha ou para o CRM, o agente alcança aquela mesma conexão, sem autenticar de novo.

Existe uma nuance que explica o desenho: um fluxo pode orquestrar trabalho que atravessa vĆ”rios pipes, mas ele mora em, e Ć© visĆ­vel apenas a partir de, exatamente um pipe. Ɖ por isso que a configuração acontece no pipe e nĆ£o na organização.

Ā 

Consequência prÔtica: se o mesmo app precisa ser alcançado por agentes de três pipes diferentes, a autenticação é feita nos três. Não existe conexão compartilhada entre pipes.

Ā 

Quem configura o quĆŖ

A configuração tem dois níveis com responsabilidades distintas:

Ā 

Quem

O que configura

Onde

Quem administra a organização

Habilita a funcionalidade para a organização

Configurações da organização

Quem pode criar automaƧƵes no pipe

Registra o servidor MCP externo, dÔ um nome à conexão e define o método de autenticação

Aba MCP, ao lado de Agentes de IA, Logs e Templates

Quem pode criar automaƧƵes no pipe

Adiciona a ação de ferramenta MCP nos behaviors dos AI Agents e mapeia entradas e saídas

Tela do AI Agent, na aba de behaviors

Ā 

O critério aqui é "poder criar automações no pipe", e não um cargo. Isso é verificÔvel: se você consegue criar uma automação nesse pipe, você consegue configurar a conexão MCP dele. Se não consegue, é essa a permissão que falta.

Ā 

Passo 1: configurar a conexão no pipe

A conexĆ£o Ć© configurada no nĆ­vel do pipe, antes de qualquer agente. Ɖ aqui que os servidores MCP externos sĆ£o registrados e autenticados, tornando as tools deles disponĆ­veis para os agentes daquele pipe.

  1. Abra o pipe, vƔ atƩ a Ɣrea de Agentes de IA e clique na aba MCP.
  2. Clique em Adicionar conexƵes. Abre a janela Conectar ao servidor MCP.
  3. Em URL do servidor, informe o endereço do servidor MCP que você quer alcançar.
  4. Em Nome, dê um nome que identifique a conexão para quem for usÔ-la depois.
  5. Em Autenticação, escolha o método. São três: Sem autenticação, Token de acesso / Chave da API, e Cabeçalhos personalizados. Se escolher token ou chave, cole a credencial no campo que aparece.
  6. Clique em Conectar.

Ā 

Como escolher o método de autenticação: Token de acesso / Chave da API atende a maioria dos casos, porque é o que os servidores MCP normalmente pedem. Cabeçalhos personalizados serve para servidores que exigem cabeçalhos próprios além de um token. Sem autenticação existe porque alguns servidores MCP são públicos e não pedem credencial.

Ā 

A opção Sem autenticação é justamente onde o aviso da tela pesa mais. Sem credencial, não hÔ nada limitando o alcance daquele servidor além da confiança que você deposita nele. Vale reservÔ-la para servidores públicos de serviços que a sua empresa jÔ reconhece.

Ā 

A própria tela avisa para conectar apenas a servidores MCP confiÔveis, e o alerta merece atenção. Um servidor MCP externo passa a expor tools que os seus agentes vão executar dentro do processo. Conecte só serviços que a sua empresa jÔ usa e reconhece.

Ā 

Depois da autenticação, as credenciais ficam mascaradas na interface. AlterÔ-las exige habilidade de admin no pipe, então quem apenas usa as ferramentas em um behavior não consegue trocar a credencial por baixo.

Ā 

A conexão é escopada ao pipe: a janela diz que ela serve para que os agentes neste pipe possam usar as tools daquele servidor. Se o mesmo servidor precisa ser alcançado por agentes de três pipes, a conexão é criada nos três.

Ā 

Uma nuance de governança que vale entender: o que o agente alcança por aqui não excede o que uma pessoa com permissão de automação naquele pipe jÔ consegue fazer manualmente na interface. São superfícies diferentes sobre a mesma permissão, e o controle sobre o agente não é o controle sobre o administrador.

Ā 

Passo 2: usar a ferramenta em um behavior

Com a conexão configurada no pipe, você pode usar essas ferramentas em qualquer behavior dos AI Agents daquele pipe.

  1. Abra o AI Agent do pipe e acesse a aba de behaviors.
  2. Selecione o behavior onde a ferramenta vai ser usada, ou crie um novo.
  3. Adicione a ação de ferramenta MCP dentro do behavior.
  4. Escolha o servidor MCP configurado no pipe e a ferramenta especĆ­fica.
  5. Mapeie as entradas, ou seja, quais campos do card alimentam a chamada, e as saĆ­das, ou seja, onde o resultado Ć© armazenado.
  6. Salve e teste a execução.

Ā 

Você pode testar a ferramenta na própria tela de configuração do behavior, antes de ativar o agente. Isso permite verificar o mapeamento de entradas e saídas sem precisar criar um card de teste.

Ā 

Sobre consumo: cada chamada a uma ferramenta MCP conta como uma ação de agente, a mesma unidade que as outras ações do agente jÔ usam. Vale considerar isso ao desenhar um behavior que chama vÔrias ferramentas em sequência.

Ā 

Como acompanhar as execuƧƵes

Cada execução de uma ação MCP fica registrada nos logs do AI Agent. Você vê qual ferramenta foi chamada, com quais entradas, o que ela retornou e quanto tempo levou.

Para acessar: abra o AI Agent, vÔ até a seção de logs e selecione a execução que quer inspecionar. Cada passo do behavior aparece detalhado, incluindo as chamadas às ferramentas externas.

Ā 

Quando a chamada falha

Mapear entradas e saídas de uma ferramenta externa é exatamente onde as coisas quebram, e vale saber onde procurar. Um detalhe importante: as mensagens de erro de validação vêm literalmente do app externo, não do Pipefy. Isso muda onde você vai buscar a solução, porque a mensagem usa o vocabulÔrio daquele app.

Ā 

Sintoma

Onde olhar e o que costuma ser

A ferramenta recusa a chamada com mensagem sobre tipo de dado

Nos logs de execução, na entrada mapeada. O app externo valida os argumentos contra o próprio esquema, então um campo de texto do card enviado para um parâmetro numérico é recusado por ele, com o texto dele.

A chamada falha por autenticação

Na conexão configurada no pipe. Credencial expirada ou revogada no app externo. Reautentique a conexão; o agente não faz isso sozinho.

A ferramenta que funcionava não aparece mais

Na conexão. O servidor MCP externo pode ter deixado de expor aquela tool, ou ela mudou de nome. Confira na documentação do serviço e, se necessÔrio, ajuste a ação no behavior.

O behavior executa mas a saída não chega ao card

No mapeamento de saída. A chamada pode ter funcionado e o resultado não ter destino configurado no card.

Ā 

Antes de avançar, confirme que você:

☐  Confirmou que a organização tem a funcionalidade liberada

☐  Entende a diferença entre MCP Server e MCP Client, e qual dos dois resolve o seu caso

☐  Registrou o servidor MCP externo com URL, nome e método de autenticação

☐  Testou a chamada na tela do behavior antes de ativar o agente

☐  Conferiu nos logs que a execução ocorreu como esperado

Ā 

Próximo passo na série
Para comeƧar a operar o Pipefy pelo assistente, veja "Seus primeiros comandos: operando o Pipefy em linguagem natural".