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Do piloto à produção: o que muda quando o processo comanda os Agentes de IA

  • September 25, 2026
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Thaís Cancian Cortesia

Praticamente toda operação, hoje, é cobrada para colocar Inteligência Artificial em produção. O desafio começa depois: manter essa IA em funcionamento dentro de uma operação real, com times, sistemas legados e prazos.

A distância entre o piloto e a produção raramente se explica pela tecnologia. Ela aparece quando o Agente de IA precisa operar sobre um processo que já existe, com responsáveis definidos, pontos de validação e registro de cada decisão.

A virada de chave acontece justamente quando as empresas passam a tratar o agente como parte de um processo governado, e não como uma ferramenta que funciona por fora do fluxo.

 

➡️ Esse foi o tema central da primeira edição do Pipefy Talks: “Do zero à orquestração agêntica na prática”, com Karla Silva (Product Manager) e Igor Matsuzaki (Engineering Manager), ambos do Foundation Squad da Pipefy.

 

Nesta estreia, a Pipefy abriu o case do próprio processo de desenvolvimento de software: o mesmo fluxo que opera hoje em produção, com agentes atuando dentro dele.

 

▶️ Assista à gravação completa do talk:

 

 

Se você quer entender como evoluir o uso de IA na sua operação — de ferramentas soltas para uma operação orquestrada de ponta a ponta —, a seguir, reunimos os principais insights discutidos ao longo da sessão:

 

Contexto: por que a maioria dos projetos de IA ainda não sai do piloto

Segundo relatório recente da McKinsey, 65% das organizações já utilizam IA Generativa com regularidade, mas apenas um terço afirma conseguir escalar essas soluções de forma efetiva. Dados do Gartner apontam na mesma direção: uma parcela relevante dos projetos não avança do piloto para a produção por riscos não mitigados e falta de governança.

A conversa parte desse cenário. Para a host do Pipefy Talks, Amanda Pattaro, a pergunta que o mercado faz mudou de lugar:

 

“Na era agêntica que a gente está vivendo agora, a pergunta deixou de ser qual modelo de IA a sua operação deveria adotar e passou a ser: como orquestrar essa tecnologia para gerar resultados reais no seu negócio, com governança de ponta a ponta?”

— Amanda Pattaro

Host do Pipefy Talks

 

 

💡 Empresas não escalam com prompts. Escalam com processos orquestrados, nos quais Agentes de IA atuam de forma ativa e governada, lado a lado com o time.

 

O projeto começou pelo processo, não pela ferramenta

O time de Foundation Squad não abriu o projeto escolhendo uma tecnologia. Antes de decidir onde a IA entraria, foi necessário redesenhar o próprio fluxo de desenvolvimento:

 

“A gente não queria utilizar uma ferramenta de IA por uma ferramenta, um recurso, uma tool. A gente entendeu que precisava reorganizar os nossos processos e utilizar a IA como um recurso que apoiaria a gente nesse processo de evolução.”

— Karla Silva

Product Manager - Foundation Squad | Pipefy

 

 

A camada agêntica entrou como otimização de um quadro de trabalho que o time já utilizava no dia a dia. Como nada precisou ser descartado para acomodar a nova tecnologia, o custo de change management caiu bastante.

 

Agentes executam, pessoas decidem

Na esteira apresentada durante a sessão, dois agentes atuam na fase de execução. Um deles planeja: consulta o repositório, analisa o contexto e mapeia os riscos. O outro implementa. A validação final fica com quem abriu a demanda.

 

“A gente executa dentro do processo, a gente orquestra na parte de desenvolvimento, mas as pessoas são os gateways desse processo. A ideia é colocar a atenção humana no lugar certo.”

— Igor Matsuzaki

Engineering Manager - Foundation Squad | Pipefy

 

 

O princípio que estrutura o projeto: Agentes de IA planejam, executam e testam; as pessoas revisam, decidem e aprovam

 

💡 A decisão está em onde posicionar a supervisão humana. Identifique as etapas do fluxo em que um erro gera maior impacto e concentre a validação nesses pontos.

 

Contexto é a matéria-prima do Agente de IA

O que mais pesou na qualidade das saídas não foi o modelo. Foi a documentação, tratada ali como engenharia de contexto.

 

“Contexto é o grande instrumento para garantir que a IA esteja atuando de uma forma que a gente espera na ponta, assim como se fosse um contexto para um novo membro da sua própria equipe.”

— Igor Matsuzaki

Engineering Manager - Foundation Squad | Pipefy

 

 

Para áreas de negócio, o paralelo é direto: escrever a política do agente. O que ele executa, o que fica fora do escopo dele, quais sistemas pode acessar e qual base de conhecimento sustenta as decisões.

 

Chancelada pelo Gartner®
A Pipefy foi reconhecida como uma referência na construção de Agentes de IA no-code pelo Gartner® no relatório Emerging Market Quadrant for No-Code Agent Builders — Startup Vendors, na categoria Market Shapers.

Essa posição reforça a autoridade da Pipefy na construção de Agentes de IA que executam dentro de processos governados, com auditoria, controle de acesso e Human-in-the-Loop, em vez de funcionarem como tarefas soltas e sem controle.
 

Entenda os benefícios

 

A maior descoberta do projeto foi a adoção

Quando perguntados sobre o principal aprendizado do projeto, os dois convidados citaram o mesmo ponto, e ele não tem relação com tecnologia.

 

“A maior descoberta não foi a tecnologia em si, foi a adoção. (...) É um showcase muito bonito, mas o desafio é fazer o adoption acontecer.”

— Igor Matsuzaki

Engineering Manager - Foundation Squad | Pipefy

 

 

A adoção expõe o que nenhum diagrama registra: existe o processo que foi desenhado e existe o processo que as pessoas executam na ponta. Cada ciclo de uso revela regras que só existiam na prática de quem opera.

Karla Silva propôs uma correção de enquadramento nesse trecho da conversa. Segundo ela, o time nunca teve um gargalo retendo a fila. A real dificuldade era a capacidade de execução diante da velocidade que o mercado impõe.

 

Governança embutida no fluxo

Para a área de TI, a pergunta crítica é saber o que o agente executou, em que momento e sob qual autorização. Quando a governança está na estrutura do processo, essa resposta já existe por padrão.

 

“Se a gente quer auditabilidade, se a gente quer rastreabilidade, a gente está no lugar certo. (...) Quando um agente está atuando, em que fase ele está atuando, qual é o output daquele agente, se teve uma interação humana em seguida…”

— Igor Matsuzaki

Engineering Manager - Foundation Squad | Pipefy

 

 

A cadeia de responsabilidade fica completa: de onde a demanda surgiu, quem a abriu, em que momento ela passa para um agente e em que momento volta para validação humana.

 

 

As cinco etapas do fluxo apresentado na sessão: a delegação e a aprovação final permanecem humanas; o agente atua entre elas, com cada passo registrado

 

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Maratona, não virada de chave

No encerramento, Karla Silva calibra a expectativa que costuma acompanhar projetos de IA nas empresas.

 

“É um processo, não é uma corrida de 50 metros. É uma maratona em que a gente vai aprendendo, vai implementando, recebendo feedbacks e vai evoluindo.”

— Karla Silva

Product Manager - Foundation Squad | Pipefy

 

 

Para quem vai começar, os convidados deixaram três orientações:

  • Comece pelo processo, não pelo agente — o fluxo que já governa a operação é o melhor ponto de partida.
  • Defina as fronteiras antes de escalar — trabalhe com casos de uso controlados, testados e validados com quem opera.
  • Não comece do zero — aproveite estruturas prontas e reduza o custo de implementação.

 

As três orientações com que os especialistas da Pipefy encerraram a sessão

 

🔎 E na sua operação?

Em quais etapas do seu processo a validação humana é indispensável? E em quais ela só adiciona tempo de espera?

O que mais limita a sua adoção de IA hoje: a tecnologia ou a falta de processos definidos?

Compartilhe sua visão com a gente nos comentários! ⬇️

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