Insights do AI Summit NYC 2025 e o papel da Pipefy na nova era da IA
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O AI Summit em Nova York reuniu empresas, especialistas e líderes globais para discutir como a inteligência artificial está deixando o campo da experimentação e se consolidando como parte estrutural das operações de negócio. Mais do que novas tecnologias, o evento destacou mudanças profundas na forma como empresas pensam processos, governança, retorno sobre investimento e força de trabalho.
A seguir, reunimos os principais aprendizados do evento e o que eles indicam para o futuro próximo da IA nas organizações.
IA: muito investimento, muita expectativa — e a busca por ROI
Um dos temas mais recorrentes ao longo do AI Summit foi o Retorno sobre Investimento (ROI). Apesar do alto volume de investimentos em IA, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para demonstrar resultados concretos no curto prazo.
Os principais desafios observados incluem:
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Iniciativas isoladas de IA, sem conexão com processos críticos
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Falta de governança de dados e de visão integrada
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Expectativas de retorno imediato para tecnologias que exigem maturidade operacional
O consenso é que o ROI da IA tende a se materializar no médio e longo prazo, especialmente quando a tecnologia é aplicada de forma estruturada, conectada a workflows e orientada a objetivos claros de negócio.
Governança e segurança no centro das decisões
A presença massiva de profissionais de tecnologia, dados e cibersegurança no evento reforçou um ponto-chave: não existe adoção sustentável de IA sem governança e segurança.
Entre as principais preocupações levantadas:
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Proteção de dados sensíveis
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Conformidade com regulações locais e globais
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Transparência no uso de modelos e agentes de IA
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Controle de acessos, permissões e rastreabilidade
Mesmo entre empresas que desenvolvem soluções de IA, ainda existe cautela em relação à confiança plena na tecnologia. Isso reforça a necessidade de arquiteturas robustas, com políticas claras de uso responsável e administração centralizada.
O risco dos silos e a importância da orquestração
Outro aprendizado relevante foi o risco de criar um ecossistema fragmentado de IA. Muitas organizações estão adotando múltiplas ferramentas e modelos que não se comunicam entre si, gerando silos operacionais.
Nesse cenário, a orquestração surge como um diferencial competitivo. O valor não está apenas no modelo de IA utilizado, mas na capacidade de:
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Manter contexto ao longo dos processos
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Orquestrar decisões entre agentes, sistemas e pessoas
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Garantir continuidade, escalabilidade e eficiência operacional
A IA passa a ser vista como parte de uma arquitetura de processos — e não como uma solução pontual.
De experimento a infraestrutura: tendências para os próximos anos
O AI Summit também deixou claras algumas tendências que devem se intensificar até 2026:
1. IA operacional, não experimental
A IA deixa de ser um piloto ou prova de conceito e passa a atuar como infraestrutura crítica do trabalho, exigindo confiabilidade, governança e impacto mensurável.
2. Agentes de IA como força de execução
Os agentes evoluem de assistentes para executores de tarefas, atuando como verdadeiros co-workers digitais. Eles assumem atividades operacionais e repetitivas, liberando pessoas para funções estratégicas e analíticas.
3. Orquestração como competência central
Mais importante do que criar agentes é garantir que eles atuem de forma coordenada, integrados aos processos e com papéis bem definidos dentro da operação.
4. Força de trabalho híbrida
O futuro do trabalho será híbrido: humanos e IA atuando juntos. A tecnologia executa tarefas previsíveis, enquanto pessoas lidam com exceções, contexto, criatividade e tomada de decisão.
Essa transição exige mudanças culturais, redefinição de papéis e clareza sobre responsabilidades.
Aplicações práticas e geração de valor
Entre os casos de uso que mais despertaram interesse no evento, destacam-se aplicações financeiras, como automação de análises de crédito, avaliação de risco e geração de relatórios estruturados.
Esses exemplos reforçam que a IA gera mais valor quando:
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Está conectada a processos reais
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Possui poucos inputs iniciais e alto grau de automação
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Opera com agentes especializados e bem definidos
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Mantém governança, segurança e controle administrativo
Conclusão
O principal aprendizado do AI Summit Nova Iorque é claro: a IA já faz parte do presente, mas o diferencial competitivo está em como ela é aplicada. Orquestração, governança e alinhamento com objetivos de negócio são os fatores que determinam se a IA será apenas uma promessa ou uma verdadeira alavanca de resultados.
Mais do que substituir pessoas, a inteligência artificial está substituindo tarefas — e criando espaço para que equipes humanas atuem de forma mais estratégica, criativa e orientada a impacto.

