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🎯 Para quem já criou o primeiro AI Agent e quer expandir o que a IA faz
Depois que o primeiro AI Agent entra em produção, a pergunta natural é: o que mais a IA consegue fazer? A resposta, na prática, é quase tudo que envolve interpretar texto, extrair informação estruturada ou verificar se um dado faz sentido antes de avançar no processo.
Este artigo apresenta cinco casos de alto impacto que qualquer time consegue configurar com o agente já criado. Cada caso tem o problema que resolve, o exemplo de prompt e a armadilha mais comum. Escolha o que mais se aproxima de uma tarefa repetitiva no seu processo e configure hoje.
📖 O que você vai encontrar aqui:
Todos os casos usam a mesma estrutura do artigo anterior: gatilho, instrução com campos dinâmicos e ação de atualizar campos. O que muda é o prompt. Se você ainda não criou o primeiro agente, comece por lá.
CASO 1
Melhorar e padronizar texto para comunicação externa
O problema que resolve
Solicitações chegam escritas de qualquer forma: texto informal, erros de português, frases incompletas. Quando esse conteúdo precisa sair do processo como uma proposta, um e-mail ou um comunicado, alguém do time reescreve manualmente antes de enviar.
O agente lê o campo original e gera uma versão reescrita, com o tom e o formato que você definir, e salva em um campo separado. O original fica preservado. O texto pronto para uso vai para o campo de saída.
Exemplo de prompt
Reescreva o conteúdo do campo [Descrição da Solicitação] em linguagem formal e profissional, adequada para envio a um fornecedor externo. Critérios:- Corrija erros gramaticais e de pontuação- Mantenha todas as informações originais, sem adicionar dados não mencionados- Use tom neutro e objetivo- Limite o texto a no máximo 3 parágrafos Salve o resultado no campo [Texto para Envio].
Armadilha mais comum
Não peça ao agente para "melhorar o texto" sem definir o que é melhor. Tom formal para um fornecedor é diferente de tom empático para um colaborador. Especifique o destino e o tom esperado dentro da instrução.
Crie um campo de saída separado do original. Nunca faça o agente sobrescrever o campo onde o usuário digitou. Manter o original preserva o histórico e facilita revisões.
CASO 2
Extrair informação estruturada de texto livre
O problema que resolve
E-mails, formulários abertos e descrições chegam como bloco de texto. Dentro desse texto estão dados que precisam ir para campos específicos: nome do solicitante, valor mencionado, data de prazo, CNPJ do fornecedor. Alguém lê e copia manualmente.
O agente lê o texto, identifica os dados e preenche cada campo correspondente. O time recebe o card já estruturado, sem precisar fazer a extração.
Exemplo de prompt
Analise o campo [Corpo do E-mail] e extraia as seguintes informações:- Nome completo do solicitante → atualize o campo [Nome do Solicitante]- Valor mencionado em reais → atualize o campo [Valor da Solicitação]- Data de prazo mencionada → atualize o campo [Prazo Solicitado]Se alguma informação não estiver presente no texto, deixe o campo correspondente em branco. Não invente dados que não estejam explicitamente no e-mail.
Armadilha mais comum
Sem a instrução "não invente dados", o agente pode inferir ou completar informações que não estão no texto. Em processos financeiros ou jurídicos, isso gera erros críticos. Sempre instrua o agente sobre o que fazer quando a informação não está presente.
Adicione um exemplo dentro do prompt quando o formato esperado for específico. "O valor é sempre mencionado com o símbolo R$ seguido de número. Exemplo: R$ 4.500,00" ajuda o agente a identificar o padrão com mais precisão.
CASO 3
Validar dados antes de avançar no processo
O problema que resolve
Campos obrigatórios não garantem que o dado preenchido faz sentido. Um campo de CNPJ pode estar preenchido com um número inválido. Um campo de e-mail pode ter um formato incorreto. Uma descrição pode estar vaga demais para o time conseguir trabalhar com ela.
O agente verifica o dado contra um critério definido, atualiza um campo de status com o resultado da validação e, se necessário, move o card para uma fase de revisão em vez de deixar o problema avançar no processo.
Exemplo de prompt
Verifique se o campo [Descrição da Solicitação] atende aos seguintes critérios:1. Contém pelo menos 30 palavras2. Descreve claramente o que está sendo solicitado3. Menciona o prazo esperado ou a justificativa da solicitação Se todos os critérios forem atendidos:- Atualize o campo [Status de Validação] com o valor "Aprovada" Se um ou mais critérios não forem atendidos:- Atualize o campo [Status de Validação] com o valor "Informação Insuficiente"- Atualize o campo [Motivo da Reprovação] explicando qual critério não foi atendido- Mova o card para a fase [Revisão pelo Solicitante]
Armadilha mais comum
Evite critérios subjetivos sem referência. "Descrição clara" sem definição gera resultados inconsistentes. Transforme subjetividade em critério mensurável: mínimo de palavras, presença de informação específica, formato esperado.
Use o campo [Motivo da Reprovação] para fechar o loop com o solicitante. Quando o card volta para revisão, o usuário já sabe exatamente o que corrigir, sem precisar perguntar para o time.
CASO 4
Sumarizar comentários e histórico do card
O problema que resolve
Cards que percorrem várias fases acumulam comentários, e-mails e atualizações ao longo do tempo. Quando um novo responsável assume o card, ou quando um gestor precisa avaliar a situação rapidamente, ler todo o histórico consome tempo que não tem.
O agente lê os campos relevantes do card, produz um resumo estruturado do estado atual e salva em um campo de leitura rápida. Quem abre o card encontra o contexto já consolidado.
Exemplo de prompt
Com base nos campos [Descrição da Solicitação], [Comentários Recentes] e [Status Atual],gere um resumo executivo do card seguindo esta estrutura:- O que foi solicitado: (1 frase)- Situação atual: (1 a 2 frases descrevendo o estado mais recente)- Próximo passo esperado: (1 frase com a ação pendente, se houver)Use linguagem direta. Não repita informações. Se não houver próximo passo claro, escreva "Aguardando definição de próximo passo". Use a ação Atualizar campos do card para salvar o resultado no campo [Resumo Executivo]
Armadilha mais comum
O agente só lê o que você inseriu como campo dinâmico na instrução. Ele não acessa automaticamente o histórico de atividades do card. Se o contexto relevante está nos comentários, crie um campo que agregue esse conteúdo e insira como variável dinâmica.
Defina uma estrutura fixa para o resumo, como no exemplo acima. Resumos sem estrutura tendem a variar em tamanho e formato entre execuções, o que dificulta a leitura rápida.
CASO 5
Classificar e rotear automaticamente
O problema que resolve
Solicitações chegam sem destino claro. Alguém precisa ler, decidir para qual time vai e mover o card manualmente. Em operações com volume alto, isso cria fila mesmo antes do trabalho começar.
O agente analisa o conteúdo da solicitação, determina o destino correto com base nos critérios que você define e move o card para a fase correspondente. O time recebe só o que é para ele trabalhar.
Exemplo de prompt
Analise o campo [Descrição da Solicitação] e determine o time responsável:- Se mencionar acesso a sistemas, equipamentos ou suporte técnico → time de TI- Se mencionar admissão, férias, benefícios ou desligamento → time de RH- Se mencionar reembolso, nota fiscal, pagamento ou orçamento → time Financeiro- Se não se encaixar em nenhuma categoria acima → time de OperaçõesAções:1. Atualize o campo [Time Responsável] com o time determinado2. Use a ação Mover card para a fase correspondente ao time
Armadilha mais comum
Se as fases do pipe tiverem nomes diferentes dos times na instrução, o agente pode não encontrar o destino correto. Use os nomes exatos das fases dentro do prompt, da mesma forma que aparecem no pipe.
Adicione sempre uma categoria de fallback, como "Operações" no exemplo acima. Solicitações ambíguas existem em qualquer processo. Sem fallback, o agente pode ficar sem ação ou classificar de forma aleatória.
Como escolher por onde começar
Cinco casos é mais do que um time precisa configurar de uma vez. O critério para escolher o primeiro é simples: qual tarefa consome mais tempo do time hoje por ser feita manualmente?
- Caso 2 ou Caso 3 Se o gargalo é receber informação desorganizada
- Caso 5 Se o gargalo é decidir para onde vai cada solicitação
- Caso 1 Se o gargalo é retrabalho de comunicação externa
- Caso 4 Se o gargalo é alinhamento interno em processos longos
Qualquer um dos cinco casos resolve em menos de 30 minutos de configuração para quem já tem o pipe estruturado e o primeiro agente criado.
Antes de avançar, confirme que você fez:
☐ Escolheu o caso mais próximo do gargalo real do processo
☐ Criou os campos de saída com nomes descritivos antes de configurar o agente
☐ Usou campos dinâmicos na instrução em vez de digitar o nome do campo manualmente
☐ Incluiu a instrução para o caminho negativo (o que fazer quando o critério não é atendido)
☐ Verificou os primeiros cards na aba Atividades após a ativação


