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🎯 Para quem já definiu os tipos de campo e quer organizar o formulário
Quando você chega na etapa de organizar os campos do formulário, o pipe já tem estrutura: fases definidas, tipos de campo escolhidos. O próximo passo é pensar em como essas informações vão aparecer para quem preenche. Essa decisão tem mais impacto do que parece.
A ordem dos campos, o que é obrigatório e onde cada informação é coletada determinam a qualidade dos dados que vão alimentar suas automações e relatórios. Este artigo te ajuda a fazer essas escolhas com clareza.
📖 O que você vai entender aqui:
Por que a ordem dos campos importa
Campos coletam dados. A ordem em que aparecem orienta quem preenche.
Um formulário bem organizado segue a lógica do processo, não a ordem em que os campos foram criados. No onboarding de colaboradores, faz sentido que "Nome completo" venha antes de "Departamento", que "Departamento" venha antes de "Buddy responsável" e que "Buddy responsável" venha antes de "Prazo de conclusão do onboarding". Cada campo contextualiza o próximo.
Quando a sequência não reflete o processo, quem preenche precisa interpretar o que está sendo pedido em cada etapa. O resultado costuma ser campos importantes deixados em branco ou informações inseridas no lugar errado, não por descuido, mas por falta de contexto.
💡 Critério de organização: agrupe os campos pela sequência natural da informação, não pelo tipo de campo. Dados de identificação primeiro, dados de classificação em seguida, dados de prazo e responsabilidade por último.
Obrigatoriedade: o que faz sentido exigir e quando
Tornar um campo obrigatório significa que o card só avança quando aquele dado estiver preenchido. É uma forma de garantir que informações críticas não passem despercebidas, mas vale pensar com cuidado em quais campos recebem essa configuração.
A pergunta mais útil não é "esse dado é importante?", já que quase todo campo é importante. A pergunta é: esse dado precisa existir no momento em que o card é criado?
💡 Regra prática: campo obrigatório no formulário inicial faz sentido quando o processo não pode começar sem aquela informação. Campo obrigatório em fase intermediária faz sentido quando o card não pode avançar sem aquele dado.
⚠️ Vale revisar fase a fase: campos obrigatórios posicionados antes da informação estar disponível são a causa mais comum de cards que ficam parados sem motivo aparente. Ao configurar obrigatoriedade em processos com mais de uma fase, vale checar cada fase individualmente, não apenas o formulário inicial.
Texto de ajuda: uma linha que evita retrabalho
Cada campo aceita um texto de ajuda, exibido abaixo do título como instrução para quem preenche. É um recurso simples com impacto direto na qualidade dos dados.
Use texto de ajuda quando o nome do campo deixa margem para interpretação. "Departamento" tende a ser claro. "Tipo de contrato" pode gerar dúvida dependendo de quantas variações a empresa tem e se quem preenche conhece a nomenclatura interna.
No onboarding, um texto de ajuda útil para o campo "Tipo de contrato" seria: "Selecione o regime de contratação conforme o documento assinado (CLT, PJ ou Estágio)." Isso resolve a dúvida antes que ela se torne um dado incorreto.
Um cuidado: textos de ajuda que apenas repetem o título com outras palavras não acrescentam muito. "Nome completo: Insira o nome completo do colaborador" não orienta ninguém. O texto de ajuda tem mais valor quando resolve uma ambiguidade real.
Campos do formulário inicial versus campos de fase
O formulário inicial captura o que é necessário para abrir o card. As fases capturam o que é necessário para avançar o processo.
Essa distinção tem uma consequência prática: campos de fases podem pedir informações que só existem depois que o processo começou. No onboarding, a avaliação de desempenho do primeiro mês não pode ser preenchida no dia em que o card é criado. Ela pertence à fase Primeiro Mês, com Data de Vencimento configurada e obrigatoriedade ativada naquela fase específica.
A configuração de campos em fases funciona da mesma forma que no formulário inicial: você define título, tipo, obrigatoriedade e texto de ajuda. A diferença é que o campo só aparece para o responsável quando o card chega naquela fase.
💡 Uma opção que vale conhecer: se um dado coletado no formulário inicial precisar ser atualizado ao longo do processo, ative a opção "Permitir edição do campo em outras fases" nas configurações do campo. Sem essa opção ativada, o dado fica bloqueado para edição após a criação do card.
Exemplo aplicado: formulário de onboarding organizado por blocos
Veja como um formulário de onboarding fica mais navegável quando os campos são agrupados pela lógica do processo:
Identificação do colaborador (campos obrigatórios)
Nome completo, e-mail corporativo, CPF
Contratação (campos obrigatórios)
Tipo de contrato, regime de trabalho, departamento, cargo
Logística do início (campos obrigatórios)
Primeiro dia (campo Data), buddy responsável (campo Responsável)
Contexto adicional (campos opcionais)
Localização do escritório, observações do gestor
Essa sequência acompanha o raciocínio de quem preenche: primeiro identifica quem é a pessoa, depois define o vínculo, depois organiza a chegada. Cada bloco tem coerência interna, o que torna o preenchimento mais fluido e os dados mais confiáveis.
Checklist antes de publicar o formulário
Antes de publicar, confirme que você definiu:
☐ Os campos seguem a sequência lógica do processo, não a ordem de criação
☐ Campos obrigatórios no formulário inicial são apenas os necessários para abrir o card
☐ Campos obrigatórios em fases intermediárias correspondem ao que está disponível naquele momento do processo
☐ Campos com nomenclatura que pode gerar dúvida têm texto de ajuda
☐ Campos que podem precisar de atualização ao longo do processo têm "edição em outras fases" ativada
☐ Campos de prazo usam o tipo Data de Vencimento, não Data simples
Próximo passo: → Como as automações funcionam no Pipefy


