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Como ajustar as configurações do seu pipe antes de lançar

  • May 18, 2026
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vinicius.pereira
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🎯  Para quem já criou um pipe e quer garantir que está configurado certo

 

Criar o pipe é o primeiro passo. Configurá-lo é o que determina se ele vai funcionar para um time de duas pessoas ou para trinta, se os dados certos aparecem no lugar certo e se o processo fica protegido de edições que ninguém pediu.

A maioria dos problemas de adoção que aparecem semanas depois do lançamento de um pipe tem raiz nas configurações puladas na pressa de começar: nomes genéricos que confundem o time, visibilidade aberta demais ou fechada demais, cards que não mostram a informação certa no kanban.

Este artigo cobre as decisões de configuração que têm impacto real na operação. Você sai daqui sabendo o que ajustar e por quê.

 

📖  O que você vai decidir aqui:

 

Identidade visual: não é estética, é navegação

Workspaces com vários pipes precisam de diferenciação visual rápida. Cor e ícone são os dois recursos para isso.

  • Cor. Use cores distintas para processos de áreas diferentes. RH pode usar azul, Financeiro amarelo, TI verde. Quando o time olha para a barra lateral e identifica o pipe sem ler o nome, a cor está fazendo seu trabalho.
  • Ícone. Funciona como reforço da cor. Times que gerenciam dez pipes ou mais relatam que o ícone é o primeiro elemento de reconhecimento visual, especialmente em telas menores.

 

Exemplo: no processo de onboarding de colaboradores, o ícone de pessoa e a cor azul-claro criam um marcador visual imediato. Quando um gestor acessa o workspace às pressas para checar o status de uma contratação, encontra o pipe sem precisar ler nada.

 

Como os cards se identificam no kanban

Duas configurações definem o que aparece em cada card quando o time olha para o kanban: título e subtítulo.

  • Título do card. É o campo que aparece em destaque em cada card. Escolha o campo que identifica unicamente aquela demanda: nome do colaborador, número do pedido, razão social do fornecedor.
  • Subtítulo do card. É a segunda linha de informação visível sem abrir o card. Use para o campo que o time mais consulta de relance: data de início, responsável, status de aprovação.
  • Nome dos cards. O Pipefy chama os itens do processo de "cards" por padrão. Renomear para o que faz sentido no contexto operacional reduz fricção: "Solicitação" para compras, "Candidato" para recrutamento, "Chamado" para TI. O nome aparece no botão de criação e nos textos da interface.

 

Título e subtítulo precisam ser campos já existentes no pipe. Se você ainda não configurou os campos, volte a esta etapa depois de estruturar o formulário inicial.

 

Visibilidade: a decisão que mais gera retrabalho

A configuração de visibilidade define quem consegue encontrar o pipe no workspace, não quem pode editar.

  • Pipe público. Aparece para todos os membros da empresa. Use para processos colaborativos ou que recebem demandas de múltiplas áreas.
  • Pipe privado. Aparece apenas para quem foi convidado diretamente. Use para processos com dados sensíveis ou restritos a um time específico.

O erro mais comum é criar o pipe como público para agilizar o início e lembrar de restringir depois. O problema: mudar de público para privado não remove quem já tem acesso. Qualquer membro da empresa que tenha acessado o pipe antes da mudança continua com acesso até ser removido manualmente.

 

Exemplo do onboarding: o pipe é privado porque contém dados pessoais de colaboradores. Mas o formulário inicial pode ter um link público para que novos colaboradores submetam documentos sem precisar de conta no Pipefy. Visibilidade do pipe e visibilidade do formulário são configurações independentes.

 

Funções no pipe: quem faz o quê

Visibilidade define quem vê o pipe. As funções definem o que cada pessoa pode fazer dentro dele.

No Pipefy, as permissões dentro de um pipe são controladas por funções atribuídas a cada membro. Cada função determina ações como criar cards, mover cards entre fases, editar campos e acessar automações.

  • Funções padrão. Atendem a maioria dos processos e já vêm prontas para uso. São o ponto de partida correto para quase todos os times.
  • Funções personalizadas. Fazem sentido quando diferentes áreas usam o mesmo pipe, quando há necessidade de separar responsabilidades com mais precisão ou quando os controles padrão não cobrem o nível de granularidade necessário.

Um erro frequente é criar funções personalizadas antes de verificar se o problema não é simplesmente a função padrão errada atribuída à pessoa. Na maioria dos casos, o ajuste é mais simples do que parece.

 

Admin do pipe e admin da organização têm escopos diferentes. O admin do pipe gerencia a estrutura e as permissões daquele processo específico. O admin da organização tem controle sobre o ambiente como um todo. Ser um não garante os poderes do outro.

 

ermissão mínima necessária é o critério correto para atribuir funções. Processos com automações ativas são especialmente sensíveis a edições manuais fora do fluxo esperado. Quanto mais automatizado o processo, mais importante controlar quem pode editar campos e mover cards fora das regras.

 

O que configurar agora e o que pode esperar

 

Configure agora, antes de lançar o pipe para o time:

  • Cor e ícone que diferenciam esse pipe dos outros no workspace
  • Visibilidade (público ou privado)
  • Nome dos cards
  • Funções dos primeiros membros convidados

Pode esperar até o pipe estar em uso:

  • Título e subtítulo dos cards (você vai entender quais campos são mais consultados depois de alguns dias operando)
  • Funções personalizadas (só crie se as funções padrão não atenderem após validação em uso real)
  • Permissões por fase (coberto em detalhe no artigo de permissões avançadas)
  • Clone do pipe para replicar o processo em outras equipes

 

Antes de lançar para o time, confirme:

☐  Cor e ícone identificam o pipe sem precisar ler o nome

☐  Visibilidade está alinhada com quem precisa acessar

☐  Nome dos cards faz sentido para quem vai operar

☐  Todos os membros têm a função correta atribuída

☐  Ninguém tem função mais ampla do que o processo exige