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🎯 Para quem já criou um pipe e quer garantir que está configurado certo
Criar o pipe é o primeiro passo. Configurá-lo é o que determina se ele vai funcionar para um time de duas pessoas ou para trinta, se os dados certos aparecem no lugar certo e se o processo fica protegido de edições que ninguém pediu.
A maioria dos problemas de adoção que aparecem semanas depois do lançamento de um pipe tem raiz nas configurações puladas na pressa de começar: nomes genéricos que confundem o time, visibilidade aberta demais ou fechada demais, cards que não mostram a informação certa no kanban.
Este artigo cobre as decisões de configuração que têm impacto real na operação. Você sai daqui sabendo o que ajustar e por quê.
📖 O que você vai decidir aqui:
Identidade visual: não é estética, é navegação
Workspaces com vários pipes precisam de diferenciação visual rápida. Cor e ícone são os dois recursos para isso.
- Cor. Use cores distintas para processos de áreas diferentes. RH pode usar azul, Financeiro amarelo, TI verde. Quando o time olha para a barra lateral e identifica o pipe sem ler o nome, a cor está fazendo seu trabalho.
- Ícone. Funciona como reforço da cor. Times que gerenciam dez pipes ou mais relatam que o ícone é o primeiro elemento de reconhecimento visual, especialmente em telas menores.
Exemplo: no processo de onboarding de colaboradores, o ícone de pessoa e a cor azul-claro criam um marcador visual imediato. Quando um gestor acessa o workspace às pressas para checar o status de uma contratação, encontra o pipe sem precisar ler nada.
Como os cards se identificam no kanban
Duas configurações definem o que aparece em cada card quando o time olha para o kanban: título e subtítulo.
- Título do card. É o campo que aparece em destaque em cada card. Escolha o campo que identifica unicamente aquela demanda: nome do colaborador, número do pedido, razão social do fornecedor.
- Subtítulo do card. É a segunda linha de informação visível sem abrir o card. Use para o campo que o time mais consulta de relance: data de início, responsável, status de aprovação.
- Nome dos cards. O Pipefy chama os itens do processo de "cards" por padrão. Renomear para o que faz sentido no contexto operacional reduz fricção: "Solicitação" para compras, "Candidato" para recrutamento, "Chamado" para TI. O nome aparece no botão de criação e nos textos da interface.
Título e subtítulo precisam ser campos já existentes no pipe. Se você ainda não configurou os campos, volte a esta etapa depois de estruturar o formulário inicial.
Visibilidade: a decisão que mais gera retrabalho
A configuração de visibilidade define quem consegue encontrar o pipe no workspace, não quem pode editar.
- Pipe público. Aparece para todos os membros da empresa. Use para processos colaborativos ou que recebem demandas de múltiplas áreas.
- Pipe privado. Aparece apenas para quem foi convidado diretamente. Use para processos com dados sensíveis ou restritos a um time específico.
O erro mais comum é criar o pipe como público para agilizar o início e lembrar de restringir depois. O problema: mudar de público para privado não remove quem já tem acesso. Qualquer membro da empresa que tenha acessado o pipe antes da mudança continua com acesso até ser removido manualmente.
Exemplo do onboarding: o pipe é privado porque contém dados pessoais de colaboradores. Mas o formulário inicial pode ter um link público para que novos colaboradores submetam documentos sem precisar de conta no Pipefy. Visibilidade do pipe e visibilidade do formulário são configurações independentes.
Funções no pipe: quem faz o quê
Visibilidade define quem vê o pipe. As funções definem o que cada pessoa pode fazer dentro dele.
No Pipefy, as permissões dentro de um pipe são controladas por funções atribuídas a cada membro. Cada função determina ações como criar cards, mover cards entre fases, editar campos e acessar automações.
- Funções padrão. Atendem a maioria dos processos e já vêm prontas para uso. São o ponto de partida correto para quase todos os times.
- Funções personalizadas. Fazem sentido quando diferentes áreas usam o mesmo pipe, quando há necessidade de separar responsabilidades com mais precisão ou quando os controles padrão não cobrem o nível de granularidade necessário.
Um erro frequente é criar funções personalizadas antes de verificar se o problema não é simplesmente a função padrão errada atribuída à pessoa. Na maioria dos casos, o ajuste é mais simples do que parece.
Admin do pipe e admin da organização têm escopos diferentes. O admin do pipe gerencia a estrutura e as permissões daquele processo específico. O admin da organização tem controle sobre o ambiente como um todo. Ser um não garante os poderes do outro.
ermissão mínima necessária é o critério correto para atribuir funções. Processos com automações ativas são especialmente sensíveis a edições manuais fora do fluxo esperado. Quanto mais automatizado o processo, mais importante controlar quem pode editar campos e mover cards fora das regras.
O que configurar agora e o que pode esperar
Configure agora, antes de lançar o pipe para o time:
- Cor e ícone que diferenciam esse pipe dos outros no workspace
- Visibilidade (público ou privado)
- Nome dos cards
- Funções dos primeiros membros convidados
Pode esperar até o pipe estar em uso:
- Título e subtítulo dos cards (você vai entender quais campos são mais consultados depois de alguns dias operando)
- Funções personalizadas (só crie se as funções padrão não atenderem após validação em uso real)
- Permissões por fase (coberto em detalhe no artigo de permissões avançadas)
- Clone do pipe para replicar o processo em outras equipes
Antes de lançar para o time, confirme:
☐ Cor e ícone identificam o pipe sem precisar ler o nome
☐ Visibilidade está alinhada com quem precisa acessar
☐ Nome dos cards faz sentido para quem vai operar
☐ Todos os membros têm a função correta atribuída
☐ Ninguém tem função mais ampla do que o processo exige


